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Na quinta-feira, 5 de novembro, a Cinemateca Brasileira foi cenário para
a cerimônia de encerramento da 33ª Mostra, conduzida
pelos apresentadores Marina Person e Serginho Groisman. O evento contou ainda
com o anúncio dos filmes que se destacaram na edição deste
ano do festival, em uma eleição realizada em parceria com o público
e com o júri especializado. O grande vencedor foi o coreano VOLUNTÁRIA
SEXUAL, que levou o Troféu Bandeira Paulista de melhor filme.
A premiação foi atrapalhada por uma leve chuva, mas o diretor
Cho Kyong-duk tomou-a como um bom sinal. “Quando eu era criança,
sempre ia melhor nas provas em dia de chuva. Quando vi o tempo mudar nesta noite,
pensei que não podia ser mera coincidência”, brincou.
O júri internacional – formado pelos diretores Ali Özgentürk,
Goran Paskaljevic, Marco Bechis e Suzana Amaral, além do crítico
Jean-Michel Frodon – também elegeu a produção sueca OS DISPENSÁVEIS,
de Andreas Arnstedt, em duas categorias: melhor diretor e melhor ator para André
Hennicke. Arnstedt, visivelmente emocionado, agradeceu o reconhecimento e a oportunidade
de participar da Mostra. “É um grande momento para
mim. É a primeira vez que venho a um festival na América Latina
e já sou premiado. Estou começando uma nova fase da minha e convido
todos vocês para acompanhá-la”, afirmou.
Na categoria documentário, o Troféu Bandeira Paulista foi entregue
ao francês O
INFERNO DE CLOUZOT, de Serge Bromberg e Ruxandra Medrea. Também
se destacou com menção honrosa do júri o brasileiro O
ABRAÇO CORPORATIVO, de Ricardo Kauffman, que subiu para receber
o prêmio.
Já a crítica especializada, representada pela jornalista Silvana
Mascagna, do jornal O Tempo, de Belo Horizonte, elegeu como melhor longa internacional
o filme NINGUÉM
SABE DOS GATOS PERSAS, do iraniano Bahman Ghobadi. O diretor, que
não pôde comparecer à premiação, enviou uma
carta de agradecimento. “Estou muito triste por não estar aí
hoje, participando desse que é um dos melhores festivais do mundo. Mas
também feliz porque sempre sou premiado na Mostra”,
escreveu.
A crítica apontou ainda o filme O
SOL DO MEIO-DIA, de Eliane Caffé, como o melhor longa brasileiro.
“Esse prêmio é maravilhoso, uma surpresa muito grande. Foi
um filme muito duro de fazer, e é muito bom colher os resultados”,
comentou a diretora.
Como sempre, o público que compareceu às sessões da 33ª
Mostra também pôde eleger suas produções favoritas.
O prêmio de melhor longa internacional foi marcado por um empate entre o
espanhol ABRAÇOS
PARTIDOS, de Pedro Almodóvar, e o australiano O
ÚLTIMO DANÇARINO DE MAO, de Bruce Beresford. Na categoria
longa-metragem brasileiro, sagrou-se vencedor o filme CARMO,
de Murilo Pasta. “Sou filho da Mostra e tenho muito orgulho de estar aqui.
Faço o que faço para que o público veja, por isso esse prêmio
é muito importante”, disse o diretor.
Entre os documentários, o público destacou o brasileiro DZI
CROQUETTES, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez, e o espanhol TOM
ZÉ – ASTRONAUTA LIBERTADO, de Ígor Iglesias Gonzáles.
“Já amava essa cidade, e agora quero ficar aqui para sempre”,
contou Gonzáles.
A noite foi marcada ainda pela entrega do Prêmio Humanidade para o diretor
e produtor italiano Gian Vittorio Baldi, anunciado por Leon Cakoff e Renata
de Almeida, diretores da Mostra. “O Brasil é um dos países
mais importantes para o cinema no mundo. Esse é um festival maravilhoso,
que inovou ao promover a Mostra Online, iniciativa que abre caminho para o futuro
do cinema”, afirmou Baldi.
Confira os premiados da noite:
PRÊMIOS DO JÚRI - FICÇÃO
Melhor Filme: VOLUNTÁRIA
SEXUAL (Coréia do Sul), de Cho Kyeong-Duk
Melhor Diretor: Andreas Arnstedt, por OS
DISPENSÁVEIS (Alemanha)
Melhor Ator: Andrè Hennicke, de OS
DISPENSÁVEIS (Alemanha)
PRÊMIOS DO JÚRI - DOCUMENTÁRIO
Melhor Filme: O
INFERNO DE CLOUZOT (França), de Serge Bromberg e Ruxandra
Medrea
Menção Honrosa: O
ABRAÇO CORPORATIVO (Brasil), de Ricardo Kauffman
PRÊMIOS DA CRÍTICA
Melhor Longa-Metragem Estrangeiro: NINGUÉM
SABE DOS GATOS PERSAS (Irã), de Bahman Ghobadi
Melhor Longa-Metragem Brasileiro: O
SOL DO MEIO-DIA, de Eliane Caffé
PRÊMIOS DO PÚBLICO
Melhor Longa-Metragem Brasileiro: CARMO,
de Murilo Pasta
Melhor Longa-Metragem Estrangeiro: ABRAÇOS
PARTIDOS (Espanha), de Pedro Almodóvar e O
ÚLTIMO DANÇARINO DE MAO (Austrália), de Bruce
Beresford
Melhor Documentário em Longa-Metragem Brasileiro: DZI
CROQUETTES, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez
Melhor Documentário em Longa-Metragem Estrangeiro: TOM
ZÉ – ASTRONAUTA LIBERADO (Espanha), de Ígor Iglesias
Gonzáles
Prêmio da Juventude: SAÍDA
A NADO (Suécia), de Måns Herngren
PRÊMIOS ITAMARATY
Melhor Longa-Metragem de Ficção: ANTES
QUE O MUNDO ACABE, de Ana Luiza Azevedo
(também recebeu os Prêmios Quanta e Teleimage)
Melhor Documentário em Longa-Metragem: DZI
CROQUETTES, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez
(também recebeu os Prêmios Quanta e Teleimage)
Melhor Curta-Metragem: INSONE,
de Marília Scharlach e Marina Magalhães
(também recebeu o Prêmio Teleimage)
Prêmio Especial - Homenagem pelo Conjunto da Obra: Paulo César
Saraceni
PRÊMIO AQUISIÇÃO CANAL BRASIL
Melhor Curta-Metragem: O
PRÍNCIPE ENCANTADO, de Sérgio Machado e Fátima
Toledo
33ª
Mostra divulga programação extra